O fim de semana passado fomos descobrir mais uma cidade maravilhosa do nosso Portugal, rumámos a Caldas da Rainha para dois dias cheios de história, arquitetura e muito passeio, e trazemo-vos um Guida de Viagem para Caldas da Rainha com o que não podem mesmo perder na cidade.
Caldas da Rainha é uma cidade situada na zona centro oeste de Portugal e que pertence ao distrito de Leiria. O nome deriva da lenda que conta que foi a rainha D. Leonor que fundou ali uma pequena povoação para dar apoio ao hospital termal que mandou construir em 1485.
Sendo que o local foi, durante muito tempo, uma estância termal, teve um grande desenvolvimento despoletado pela frequência regular de elementos da nobreza e da burguesia.
Dada a abundância em argila, a região foi o local ideal para o desenvolvimento de fábricas de cerâmica e tornou-se num dos principais produtores do país, com grande destaque para as criações de Rafael Bordalo Pinheiro na Fábrica de Faianças.





Guia de Viagem para Caldas da Rainha
Como chegar
A melhor forma de chegar a Caldas da Rainha é de carro, próprio ou alugado. Vindo de fora de Portugal o melhor é voar até Lisboa e partir daí. Existem também autocarros, apesar de ser uma viagem um pouco cansativa e existe a linha do Oeste, linha de caminho de ferro, mas que tem sofrido grandes baixas e muita supressão de comboios por isso, neste momento, pode não ser uma opção viável.
Onde ficar
Apesar de não ser uma cidade enorme, Caldas da Rainha tem mais de 200 espaços de alojamento local e opções de alta qualidade como o hotel Sana.
Hotel Sana Silver Coast – situado no centro da cidade, paredes meias com o centro comercial La Vie e de frente para o jardim D. Carlos I. É um espaço de alta qualidade, um hotel de 4 estrelas com uma pontuação altíssima no Booking. Foi o espaço onde ficámos e adorámos! Os quartos são muito agradáveis, o pequeno-almoço bastante completo e é possível conhecer quase tudo a pé a partir dali.
19 Tile – o espaço mais recente na cidade, situado perto da Praça da Fruta e que dispõe de 6 quartos, com opção de quartos para casal ou quartos familiares até 5 pessoas, todos com uma decoração muito típica e única, pensada por 6 artistas locais, utilizando as cerâmicas e elementos naturalistas.
O que fazer
A cidade tem imensa coisa para conhecer. Em primeiro lugar, o parque D.Carlos I que é enorme e não dispensa uma visita. Até 26 de agosto (e todos os anos na segunda quinzena do mês) realiza-se neste local a Feira dos Frutos, uma feira cheia de produtos locais e com muita animação, incluindo concertos e workshops.
A rota Bordaliana, um passeio pela cidade para conhecer a rota que Rafael Bordalo Pinheiro fazia da estação de comboios até à Fábrica de Faianças, acompanhada de diversas réplicas das obras que o imortalizaram e que se encontram espalhadas pela cidade. É um percurso que inclui 20 figuras Bordalianas em tamanho gigante que ajudam a contar a história da cidade.
A rota da Arte Nova permite explorar a arquitetura da cidade e alguns dos edifícios emblemáticos que representam a aplicação desta arte e se encontram espalhados pela cidade. Em Caldas da Rainha esta arte é representada pelo recurso ao azulejo, pelo trabalho de ferro forjado, pela mercenaria ornamental em portas e janelas e por cantarias decorativas.
Nesta cidade de cultura e de artes existem nove museus, muito dedicados aos artistas da cidade ou a artistas que tiveram grande influência na cidade. Nós visitámos apenas o Museu da Cerâmica que fica na Quinta Visconde de Sacavém, um espaço muito bonito cujas coleções são representativas de centros cerâmicos nacionais e estrangeiros, destacando-se na produção de Caldas da Rainha o núcleo de peças da autoria de Rafael Bordalo Pinheiro.
A loja da Fábrica de Faianças também é paragem obrigatória, com coleções lindíssimas e que dão vontade de trazer tudo para casa. Aqui é possível encontrar cerâmica mais moderna e mais tradicional, mas fortemente naturalista e que é cada vez mais objeto de desejo de quem gosta de arte e decoração.
A Praça da Fruta é outro dos locais a não perder. Um mercado a céu aberto que funciona diariamente desde o século XVIII e onde podem comprar fruta e legumes frescos, ervas aromáticas, frutos secos, flores, pão e alguns produtos de alta qualidade produzidos na região. Funciona todos os dias, das 7h às 14h30, encerrando apenas no dia de Natal.
Nas redondezas aconselhamos visitarem a Lagoa de Óbidos, local ideia para todos os desportos náuticos; a vila de Óbidos, uma maravilhosa vila medieval que encanta qualquer amante de história e onde se realizam vários eventos ao longo do ano como a Feira Medieval e a Vila Natal; a Foz do Arelho com a sua praia e os passadiços e a praia de São Pedro de Moel, um dos locais que atrai mais população durante a época alta.
Onde comer
Uma viagem não fica completa sem um roteiro gastronómico, não é verdade? E comemos muito bem em Caldas da Rainha. Esta é uma cidade muito fértil em cafés, restaurantes e salas de chá.
Pachá – este foi o local onde comemos no almoço de sábado. O espaço não é muito grande e está sempre cheio, por isso aconselhamos a que reservem. Aqui podem desfrutar de muitas tapas e comida maravilhosamente confecionada, com ingredientes de alta qualidade – ficámos mesmo muito surpreendidos pela relação qualidade-preço! Têm também disponíveis vários vinhos da região, de muito boa qualidade e o espaço recebe regularmente exposições.
Afinidades – situado ao lado do posto do turismo, tem uma oferta de cozinha tradicional portuguesa feita de forma contemporânea. Um espaço dedicado à carne barrosã e onde os bifes e os bacalhaus são os pratos de principal referência.
Raízes – espaço situado dentro do parque D.Carlos I, com uma esplanada maravilhosa, e que pertence a um jovem chef que faz uma cozinha de fusão com muita inovação.
Maratona – um café-restaurante com uma oferta muito contemporânea e diferente, tem pratos do dia durante a semana com opções de carne, peixe e vegetariano. Durante o fim de semana funciona a la carte com cozinha de autor e novas experiências gastronómicas.
O Recanto – um espaço muito mais tradicional e familiar, em que a própria forma de servir traz à mesa os hábitos portugueses e com preços mesmo muito convidativos.
Foto de destaque: NIT



